sexta-feira, 30 de dezembro de 2011


De tanto te esperar me fiz paciente
Na demora de vir me fiz descrente
De tanto tatear me fiz perito
Por nunca te achar me demiti
De tanto caminhar conheci o mundo
Por nunca te achar perdi-me nele
Fiz promessas ao vento que te trazia
Nos braços da minha incontrolável imaginação
Cantei, escrevi, sorri para o nada fingindo te ver
De tanto ser teu esqueci meus desejos
De nunca ser teu desejei expirar
No silêncio das ruas, nas noites escuras, na praça, em casa,
Fui anjo da guarda sem ninguém pra guardar
De tanto te guardar me perdi de mim mesmo
De nunca me achar te perdi por inteira
Foi sonho, foi sempre sonho, cobertos com lençóis verdes,
De tanto sonhar, do real esqueci
De tanto esquecer já não sei mais sonhar.







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